outubro 20, 2013

Setembro 01, 2013

Todos os dias após o diagnóstico tem sido em função do Beethoven. São muitos cuidados e inúmeros remédios, diante da reabilitação dele diante de duas cirurgias e uma doença terrível esqueci que tenho outro boxer em casa, o London de um aninho, me afastei muito do bebe, e passando os dias ele demonstrou carência. Procurei passar o dia com o Bee e á noite minha mãe cuida dele pra que eu fique com o bebe. Mas o medo de perder é tão grande que muitas vezes eu esquecia o London no outro quarto e quando voltava ele já estava dormindo.
Eu nunca tive problema em cuidar da ferida cirúrgica  passo longos minutos com ele enquanto faço o protocolo, isso sempre foi gratificante. Ele não sente dor alguma, tanto que muitas vezes me deixou falando sozinha durante o curativo, ele dorme ! Quando termino e coloco a fraldinha nele, dou um abraço bem forte e agradeço pelo cão nobre e bom que é.

Eu tirei fotos da ferida todos os dias, e me surpreendia de como o organismo fazia seu papel, era nítido mesmo sem as fotos da pele crescendo e a ferida diminuindo á cada dia. 
Estávamos livres ! Claro que ainda teríamos que fazer um ultrassom para ter a certeza que o tumor havia desaparecido, mas sempre tive a convicção que não havia mais nada de ruim nele, e que se acontecesse uma recidiva do tumor seria muito depois, e a quimio acabaria com isso.
Mas pensar em quimio também não era meu forte, tinha muito medo dos efeitos colaterais, uma vez que o rim não suportaria tanta medicação. A verdade que eu só pensava em fechar a ferida e voltar a ter nossa vida de sempre, nos três !


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